chegada dia 1, ainda tudo muito calmo, sem lixo no chão, sem muito pó, um calor alentejano de morrer, casas de banho ainda aceitáveis.
divisão de tarefas: rapazes cozinham, raparigas comemfrase mais dita: tás todo/a assado/a
palavra sw: é o subconsciente
ritual da manhã: ia dormir e às 7h da manhã lá acordava eu e vinha de gatas até cá fora e dormia na rua porque dentro da tenda estava um calor insuportável
adorei o espectáculo do Mika e adorei conhecer os franceses que se sentaram ao nosso lado
adorei as viagens até à vila e apanhar boleia com desconhecidos
adorei a praia com água gelada ao fim do dia ainda com 40º e as tardes passadas com hippies a fazer térérés e rastas
adorei comer tripas à noite e andar de montanha russa 2 vezes sem mãos
in the end, foram 9 dias mas estavam para ser 10, passo a explicar:
dia 9 - a nossa boleia fugiu, o nosso acampamento era só tendas por desmontar e coisas por arrumar e quando finalmente me dei ao trabalho de ir ver os autocarros, já tinha perdido o meu. Resultado: estávamos sentados no chão, sem saber como voltar para lisboa, a comer latas de atum e salsicha como pequeno-almoço. Quando finalmente nos decidimos a ir de expresso, só tinha 1€ na carteira, sem bateria no tlm e sem multibancos no parque. Toca a pedir tlm's emprestados e ligar à mãmã a pedir para transferir dinheiro. Passado 10 min. liga a mãe: "O num. de conta que me deste está errado!" oh fodasse!
Depois de muito discutir lá descobrimos o num. de conta certo e já tinhamos dinheiro, toca a pegar nas coisas e ir apanhar autocarro. Pumba! Os autocarros acabaram e naquele fim de mundo só há 4 táxis, todos ocupados obviamente. Pedir boleia? Escusado. Até que chegaram uns santos de uns pais que nos levaram até à vila, correr para comprar os bilhetes de expresso, quando olho cá para fora as minhas malas ainda não estão na bagageira, sai do autocarro, enfia as malas onde podes e volta a entrar! Finalmente, estamos safos, sempre vamos hoje para Lisboa! 1ª paragem: Milfontes, uma criatura de um homem começa quase a bater ao zé porque ele está a fumar no autocarro, volta e meia começa a discutir com o motorista e este vira-se e diz: "- Olhem que ficamos já todos por aqui! Eu não arranco este autocarro se o senhor não se sentar!" OH NÃO, POR FAVOR!
E foi isto, espírito sudoeste até ao fim, literalmente.
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